terça-feira, 5 de outubro de 2010

Felicidade Clandestina



"Fingia que não o tinha só pra depois ter o susto de o ter. (...)
Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina pra mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com o livro: era uma mulher com o seu amante."

( Clarice Lispector)

Flores pra vc!!!

2 comentários:

  1. Lindo como sempre.

    E obrigado querida. Muito me alegra que tenha gostado do meu espaço lá. Volte sempre e se sinta à vontade. Saudações do Pierrot.

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  2. Clarice, sem comentários né? Parabéns pela postagem de belíssimos textos. Bjs.

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